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Matérias

Natação para bebês

Os cuidados necessários para que a prática não mine a saúde da criança e os benefícios que a atividade traz para o desenvolvimento dos pequenos.


1. Quanto mais cedo a criança entrar na piscina, mais facilidade ela terá em nadar?

Sim. O desenvolvimento da criança depende da exigência de tarefas, de fatores biológicos e condições do ambiente, ou seja, quanto mais cedo seu bebê for estimulado, maior será o repertório motor e a aquisição de habilidades.

2. O contato precoce com a água fará com que ela não desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

Em termos. O receio de entrar na água é adquirido depois de um trauma ou, às vezes, por causa dos pais, que repassam seus próprios medos à criança. A coragem para entrar na água depende do esforço dos pais, que precisam estar próximos e dando apoio ao pequeno sempre.

3. Na água a relação entre mãe/pai e filho se estreita?

Sim. O laço de confiança entre o bebê e a mãe ou o pai se estreita porque esse é um momento especial, direcionado somente para vocês. Além disso, o contato, o toque e o carinho estimulam o lado afetivo e emocional da criança.

4. Bebês que frequentam a piscina têm mais chance de desenvolver problemas no ouvido?

Depende. A dor de ouvido pode ocorrer por diversos motivos e não podemos dizer que a piscina é a vilã da história. Uma atitude que ajuda a evitar o problema é enxugar bem o ouvido da criança. Isso porque a umidade favorece a proliferação de bactérias, o que pode levar à otite. Outra sugestão é o bebê fazer uso de um tampão moldável, normalmente indicado pelo médico, acessório que evita a entrada de água no ouvido.

5. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam das atividades dentro da água?

Sim. A natação fortalece desde a musculatura torácica ao diafragma, o que torna a troca de oxigênio mais fácil e natural. É comum, por exemplos, crianças com bronquite apresentarem uma melhora no problema depois do início da prática.

6. A água da piscina precisa estar morna?

Em termos. De acordo com o pediatra Newton Brussi, de São Paulo, á água deve estar por volta de 26 °C. Mais do que isso, o ambiente fica muito quente para o pequeno nadar.

7. Piscinas tratadas com cloro agridem a pele da criança e podem provocar alergia?

Depende. Normalmente, em piscinas de clubes e escolas, coloca-se muito cloro para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Quando a concentração está alta demais, a criança pode desenvolver algumas alergias, como a vermelhidão nos olhos. Agora, se o pequeno for alérgico ao cloro — o que não é muito comum —, é indicada uma piscina que receba outros tipos de tratamento, como sal e ozônio.

8. Tudo bem a criança usar boia?

Em termos. A utilização da boia durante as aulas de natação não é indicada porque pode limitar a aprendizagem do pequeno. No entanto, nos momentos de lazer, a boia pode dar à criança a segurança de que ela precisa para se sentir a vontade na água.

9. A criança deve começar a nadar só depois de completar um ano?

Não. Quanto mais cedo começar o trabalho dos estímulos sensoriais e a ambientação dos bebês na água, maior será o repertório motor e emocional dele — o que auxilia em um crescimento saudável, tanto mental como físico. Bebês a partir de 6 meses já podem frequentar a piscina e fazer aulas de natação. Nessa fase, a criança já terá tomado parte das principais vacinas.

A fonte da matéria é de:
Mariella Bosquirolli - Assessora de Metodologia Gustavo Borges
Newton Brussi - Pediatra
Marcia Tabacow - Obstetra

           Hidroginástica na gravidez diminui as dores na hora do parto

Estudo brasileiro analisou grávidas e constatou que as que praticaram o exercício pediram menos analgésico no momento das contrações

Você está grávida, quer praticar alguma atividade física, mas ainda tem dúvida sobre a segurança de exercícios durante os nove meses. Entre as opções a hidroginástica é uma das que mais atraem as gestantes. E uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp) reforça os benefícios da atividade: além de manter a boa forma, o exercício ainda pode minimizar as dores na hora do parto.

O estudo avaliou 71 grávidas e, destas, 34 fizeram hidroginástica três vezes por semana, por 50 minutos. De acordo com os resultados, 27% delas solicitaram algum analgésico no momento das contrações, contra 65% do outro grupo. Ou seja, a atividade na água ajudou a diminuir as dores no trabalho de parto.

Segundo Rosa Inês Costa Pereira, anestesiologista e professora da Unicamp, e uma das responsáveis pelo estudo, uma das explicações é que a prática melhora as condições psicofísicas das mulheres. Na hidroginástica, elas se reúnem, têm oportunidade de conversar com outras gestantes várias vezes na semana e sabem, ainda, que estão cuidando do corpo. “O principal da análise foi mostrar que a hidroginástica não acarretou em bebês prematuros ou de baixo peso”, diz.

E não há problema se você não faz nenhuma atividade física regularmente e decide começar enquanto espera o bebê nascer. Se o obstetra autorizar, é possível fazer hidroginástica durante a gestação sem problemas para você e seu filho. Por segurança, o ideal é iniciar a prática, regular e moderada, de duas a três vezes na semana, em piscina aquecida e durante o ano todo, inclusive no inverno.

A gestante deve solicitar ao médico ginecologista o atestado liberando-a para a prática da hidroginástica e deve apresentá-lo na academia.

(Esse artigo é do site Revista Crescer).